Sucessão nas Organizações: Por que Falhamos — e Como os Dados Podem Corrigir o Rumo

Hugo Bernardes
·
24/10/2025

Duas empresas, duas histórias.

Numa, a CEO é afastada após dois anos de mandato e uma queda de 43% no valor das ações. A solução: uma substituição interina, enquanto o conselho procura um novo líder.
Na outra, o plano de sucessão é claro: o COO assume o cargo em janeiro, com seis meses de transição ao lado do atual CEO. Resultado: as ações sobem 3,6% e os investidores falam de “sucesso na sucessão”.

Estes dois exemplos — reais, protagonizados pela GSK e Diageo — mostram como o planeamento da sucessão pode ser um diferencial estratégico ou um risco de reputação e continuidade.

Apesar da sua importância, a sucessão continua a ser um dos temas mais negligenciados nas empresas. E a razão é simples: demasiadas decisões são feitas com base em “feeling”, e poucas com base em dados sólidos.

A ilusão do instinto: o risco de decidir no escuro

Num mundo onde os ciclos de liderança se tornam cada vez mais curtos — a média de permanência de um CEO caiu para 6,8 anos — confiar apenas na experiência ou perceção é insuficiente.
Segundo a consultora Russell Reynolds, 62% dos executivos acreditam que as suas empresas não têm uma estratégia robusta de sucessão. No Reino Unido, 52% dos CEO nomeados são contratados externamente, sinal de que o talento interno está a ser subaproveitado — ou mal mapeado.

Em contraponto, empresas como Apple ou GSK têm investido em estratégias de desenvolvimento interno, com sucessores preparados e expostos à liderança ao longo do tempo.

Mas como garantir que os profissionais certos estão a ser preparados para os cargos certos?

A resposta: psicometria ao serviço da decisão

A The Key Talent acredita que as decisões críticas sobre pessoas — como a sucessão — devem ser sustentadas por ferramentas psicométricas que permitem:

Telemóvel com uma prova de aptidões da Aon, ao lado de «House of Assessment»: medir competências e potencial, mapear talento, identificar perfis de liderança, reduzir o risco nas promoções

Através de plataformas digitais integradas e dashboards de talento, a The Key Talent disponibiliza um ecossistema de avaliação que permite às empresas construir um pipeline de liderança com base em dados, e não em apostas.

Como funciona o mapeamento psicométrico?

  1. Diagnóstico de funções críticas – Identificação das competências-chave e perfis ideais para funções de liderança.
  2. Assessment psicométrico – Aplicação de testes reconhecidos internacionalmente, como raciocínio lógico, inteligência emocional, capacidade de decisão, agilidade de aprendizagem, entre outros.
  3. Mapeamento de talento – Visualização em dashboards interativos, com indicadores como: readiness, potencial, fit cultural e gaps de desenvolvimento.
  4. Plano de ação – Desenvolvimento de planos formativos personalizados para os sucessores mapeados.

As ferramentas The Key Talent em destaque:

🔹 Avaliações de Potencial & Competências
Testes psicométricos que identificam talento emergente com base em dados comportamentais e cognitivos.

🔹 Inventário de Personalidade Profissional
Mapeia traços-chave de liderança, estilo de comunicação, tomada de decisão e resiliência.

🔹 Dashboards de Sucessão
Visualização em tempo real dos talentos prontos, em desenvolvimento ou com lacunas a colmatar.

🔹 Integração com sistemas de RH
Para que a informação psicométrica não seja um silo, mas parte da estratégia de people analytics.

A importância de uma cultura de sucessão contínua

Um dos principais erros apontados por especialistas como Anthony Nyberg (Universidade da Carolina do Sul) é tratar a sucessão como uma exceção — algo que se inicia apenas quando o CEO anuncia a saída. Isso gera ansiedade, competição tóxica e instabilidade interna.

A solução? Integrar a sucessão no ADN da organização. Expor regularmente os quadros de talento ao conselho, promover mobilidade funcional, medir desempenho e potencial com regularidade, e garantir que o tema faz parte das reuniões de topo.

Como resume Dominic Schofield (Korn Ferry):

“Sucessão não é sobre escolher um nome. É sobre montar uma arquitetura que percorra toda a organização, identificando e preparando quem pode liderar o futuro.”

Conclusão: o futuro precisa de líderes prontos

Organizações que não planeiam a sucessão correm o risco de enfrentar vazios de liderança, perda de know-how e decisões apressadas que podem custar milhões.

Por outro lado, empresas que utilizam ferramentas psicométricas para mapear talento, alinhar cultura e performance, e desenvolver líderes com base em dados, estão preparadas para crescer de forma sustentável — com as pessoas certas nos lugares certos.

Quer saber como a The Key Talent pode apoiar a sua estratégia de sucessão?

Fale connosco e descubra como integrar a psicometria no seu plano de desenvolvimento de liderança.

SOBRE O AUTOR

Hugo Bernardes
Managing Partner · Psicólogo certificado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses
Managing Partner da The Key Talent e psicólogo certificado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Escreve sobre avaliação psicométrica, Assessment Center e o papel da IA na decisão sobre talento.

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